sábado, 12 de dezembro de 2009

A que ponto chega a ignorancia dos tratamentos

Jovens viciados em internet têm mais chances de se auto-flagelar, diz estudo

Veículo: G1
Seção: Tecnologia
Data: 04/12/2009
Estado: nacional

Uma pesquisa realizada na China indica que os adolescentes viciados em internet têm mais chances de se auto-flagelar – se beliscarem, queimarem, baterem ou puxarem seus próprios cabelos. Segundo a agência de notícias Reuters, o estudo foi realizado com 1.618 adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos, da província de Guangdong.

No início do ano passado, a publicação norte-americana "American Journal of Psychiatry" defendeu que o vício em internet seja classificado como distúrbio mental e entre para o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais, cuja próxima edição será lançada em 2012.

O estudo com voluntários chineses identificou que 10% dos jovens podem ser considerados “moderadamente viciados” em internet, enquanto 1% é “severamente viciado”. A descoberta foi feita por pesquisadores da University of Notre Dame Australia, em parceria com especialistas da Sun Yat-Sen University, em Guangdong.

Aqueles do grupo do “moderadamente viciados” teriam 2,4 vezes mais chances de se auto-flagelarem de uma a cinco vezes nos últimos seis meses do que os estudantes sem qualquer tipo de vício em relação ao ambiente virtual. No mesmo período de tempo, aqueles que ficam entre os moderadamente e severamente viciados teriam cinco vezes mais chances de fazerem o mesmo, seis vezes ou mais, do que os jovens livres do vício.

Castigos


No mês passado, o Ministério da Saúde da China proibiu o uso de castigos físicos para curar o vício da internet em adolescentes, meses depois que um garoto foi espancado até a morte em um acampamento de reabilitação. Muitos desses campos estão impregnados de uma atmosfera militar, onde os pacientes são obrigados a substituir horas diante do computador por exercícios físicos árduos ou mesmo tratamentos mais extremos.

A morte em agosto de Deng Senshan, de 15 anos, horas depois de ele ter entrado em um acampamento de reabilitação de internet na região de Guangxi, no sudoeste da China, provocou tumulto na mídia. Dias depois, o adolescente Pu Liang foi levado ao hospital com água nos pulmões e deficiência renal depois de um ataque similar na província de Sichuan.

Em julho, o governo chinês já tinha proibido a terapia com eletrochoque para tratar o vício da internet, depois de relatos da mídia sobre um psiquiatra polêmico que administrou correntes elétricas em cerca de 3 mil adolescentes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Drogas causam 20% dos acidentes de trabalho no mundo, diz OIT


Um em cada cinco acidentes de trabalho é provocado pelo consumo de drogas, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentado na Academia de Ciências Médicas de Bilbao, na Espanha.

A pesquisa, divulgada na palestra "Consumo de drogas, álcool e medicamentos no trabalho", indica que os setores profissionais com as maiores taxas de acidentes são os de relações públicas, prestadores de serviços, comércio e construção.

O estudo se baseia na investigação de 38 empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia durante os últimos cinco anos.

"O antigo conceito do viciado jogado pela rua está completamente defasado. Neste momento, em todo o mundo, 67% das pessoas com algum tipo de dependência química estão integradas ao mercado de trabalho, e algumas com sucesso", disse na palestra o psiquiatra Jerônimo San Cornélio, presidente da Academia de Ciências Médicas de Bilbao e um dos autores da pesquisa.

De acordo com o relatório, entre 15% e 25% dos acidentes de trabalho diários ocorrem no local onde os profissionais exercem as atividades ou em "in itinere" (deslocamentos) pela impossibilidade de manter os reflexos.

Essa incapacidade de concentração e coordenação é provocada, dizem os especialistas, principalmente pelo consumo habitual de álcool, cocaína, maconha, heroína e remédios para controlar a ansiedade em profissionais numa faixa etária entre 20 e 35 anos.

Mulheres

Segundo o psiquiatra espanhol, três razões fundamentais induzem um profissional qualificado a manter o hábito de se drogar: a atração pela substância, a fisiologia de cada indivíduo e a pressão social.

"Numa sociedade onde pesa a ideia de que só os mais preparados alcançam o sucesso, uma pessoa com problemas de autoconfiança procura estímulos externos. Neste aspecto o consumidor acaba vítima de si mesmo."

Sobre o perfil do trabalhador viciado, os homens são maioria: 75% dos casos de acidentes relacionados com o consumo de drogas são verificados entre profissionais do sexo masculino e 25% do sexo feminino, o aumento das mulheres vem sendo significativo, causando uma preocupação maior pela OMS.

Mas o relatório da OIT indica que a diferença está diminuindo. Na década passada os homens eram 90% dos envolvidos, contra 10% de mulheres.

Entre as características que mais delatam problemas no ambiente de trabalho relacionados com o consumo habitual de drogas estão atitudes de nervosismo, irritabilidade, falta de concentração e excessivos pedidos de dispensa.

Segundo Jerônimo San Cornélio, "um trabalhador que se droga com frequência normalmente dobra a média de dias de licença".

O psiquiatra defendeu o sistema de algumas empresas que aplicam testes antidroga para funcionários que aspiram a altos cargos. "Todos somos livres para consumir o que quisermos, mas o lugar de trabalho envolve responsabilidade sobre os demais profissionais.

Para o médico especialista em toxicomania, não há setores profissionais que escapem do âmbito do consumo.

Pioneiro no tratamento de médicos viciados, ele disse que "as drogas estão em todas as classes sociais" e que estejam, portanto, "em todas as (classes) profissionais é uma simples questão de lógica".

No brasil, essas praticas são constantes, e temos dificuldades, sobre politicas publicas, assistencia aos dependentes, gestores sem informações, entre outras situações que se alteram de empresa para empresa,
e cidades para cidades.